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  • Foto do escritorBira Miranda

A diversidade dentro da diversidade

Nesta altura do campeonato já está claro para gestores que estão conectados com o seu tempo a importância do tema diversidade. Porém, quero destacar dentre Mulheres, LGBTQI+, Pessoas Negras, Pessoas com Deficiência, Refugiados, indígenas, outros dois grupos: Os 60+ e os Gordos. O etarismo ou velhofobia e a gordofobia são questões sérias no mundo corporativo e muitos que atuam e defendem ações inclusivas para outros grupos, não se atentam para a falta de projetos que atendam às necessidades destes públicos.


Os dados mostram o quanto nossa população está envelhecendo, os novos formatos de contratação e as leis de aposentadoria evidenciam a necessidade de se trabalhar mais anos para se sustentar na velhice. Em outra via, aceleram a automação, o uso de tecnologias novas como base para realização de velhas tarefas. Como olhar para este público e mantê-los incluídos, se valer do conhecimento, da “bagagem” adquirida em prol da construção de novas soluções e com isso reduzir a curva de aprendizado? Como criar uma cultura que valorize este conhecimento, esta vivência, ao invés de apartar por ser o diferente dentre os times feitos por jovens?


No outro ângulo do meu olhar eu trago a visão das pessoas que por terem sobrepeso, ou serem muito gordas, são alijadas do mercado de trabalho ou impedidas de ter as mesmas oportunidades de crescimento dentro das empresas onde já atuam. Existe uma ditadura estética no mundo corporativo. A gordofobia é real, é um problema sério, estrutural e que traz prejuízos pessoais e para a empresa que se rende à ditadura estética sob a qual o mundo corporativo vive. Eu já fui uma pessoa que chegou a pesar 170kg, certa vez ouvi de um prospect: “Você não consegue gerenciar o seu peso, como quer gerenciar a comunicação e o marketing da minha empresa?”


Situações como estas ocorrem todo dia, nem sempre sem esta exposição brutal, mas na fala pelos cantos, no olhar entre recrutadores que não selecionam a pessoa “gordinha” ou líderes que não valorizam, não promovem e sempre deixam escapulir um “não tem o perfil da nossa empresa”.


Para ambos os ângulos que eu abordei neste texto temos uma só solução: Um trabalho sério de educação para mudança de cultura, de sensibilização, com a criação de projetos que considerem espaços equânimes para que as pessoas possam entregar o melhor de si para as companhias independentemente de suas características etárias ou estéticas.


O caminho é longo, demanda investimento e precisa começar a ser trilhado agora.





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